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A inovação e a eficiência comercial foram os factores que presidiram ao desenvolvimento da acção do Grupo Segurador Millenniumbcp Fortis no ano de 2006.
Integrados num ambiente económico de quase estagnação e num mercado onde surgem novos competidores mas cuja performance global teve um crescimento negativo, apostámos na melhoria de produtos e processos.
O desafio de, constantemente, criar novas soluções, superar expectativas, fazer mais, fazer diferente, fazer melhor, é o caminho que a Companhia continua a trilhar para se manter na primeira linha da inovação no mercado de protecção e segurança.
A produção da Ocidental Vida, ascendeu a 1.458 Milhões de euro, abaixo do realizado no exercício de 2005, que tinha beneficiado de um incremento nas vendas de produtos de investimento sem paralelo, decorrente da “Directiva da União Europeia sobre a Tributação da Poupança”.
Todo o mercado segurador tirou partido desta situação extraordinária em 2005, mas a Ocidental Vida, foi quem mais tirou proveito desta conjuntura. Foi também a mais penalizada pela correcção do mercado em 2006.
Ainda assim, o ano 2006 permitiu ao Millenniumbcp Fortis consolidar a liderança do mercado de seguros de vida em activos sob gestão, com uma carteira bastante diversificada nas várias linhas de negócio do ramo vida, o que traduz a confiança dos clientes nas nossas soluções.
Relativamente à estrutura dos prémios do exercício em análise verificou-se pelo terceiro ano consecutivo uma diminuição do peso dos produtos do tipo Unit Linked (de 48% em 2005 para 40% em 2006), tendo os restantes ramos ganho peso comparativamente ao ano anterior. Os Planos de Poupança Reforma/Educação viram o seu peso aumentar 4 p.p. para os 21%, Risco e Rendas registaram igualmente um incremento de 4 p.p. para os 12%, tendo os restantes produtos de Capitalização ganho 1 p.p. para os 28% do total dos prémios.
O número total de apólices em vigor ascendia em, 31 de Dezembro de 2006, a 1.359 milhares representando um acréscimo de 8,7% face às 1.251 mil em vigor em Dezembro de 2005. Verificou-se um crescimento em todos os ramos, com especial destaque para Capitalização com um crescimento de 13% e Unit Linked com um incremento de 14%.
Os resultados financeiros, deduzidos dos custos de gestão dos investimentos, afectos às reservas técnicas situaram-se em 137.729 milhares de euros, evidenciando um decréscimo de 57% quando comparados com os 319.280 milhares de euros do ano anterior. Este decréscimo verifica-se exclusivamente em seguros ligados a fundos de investimento e resulta essencialmente de menos-valias não realizadas relacionadas com a evolução das taxas de juro.
Nos restantes ramos a evolução dos rendimentos foi bastante positiva, tendo-se verificado um crescimento de 30% (de 91.252 milhares de euros em 2005 para 118.172 milhares de euros em 2006). Esta evolução positiva espelha, por um lado, uma política de gestão criteriosa dos activos financeiros, e por outro lado o crescimento do valor dos activos sob gestão. A margem técnica antes de imputação de custos operativos cifrou-se em 128.070 milhares de euros, o que corresponde a um crescimento de 6% relativamente ao ano anterior e a 9% dos prémios brutos emitidos. Esta evolução positiva deve-se essencialmente ao forte crescimento ocorrido ao nível dos produtos de Risco e PPR.
Os custos administrativos, por seu lado, situaram-se em 35.568 milhares de euros, evidenciando um decréscimo de 1,3% face ao período homólogo, reflectindo um controlo rigoroso das despesas.
A conjugação da evolução da margem técnica e dos custos de exploração justifica que os resultados antes de impostos atingissem 108.921 milhares de euros, isto é um crescimento de 17% face ao valor de 93.283 milhares de euros registado em 2005. O resultado líquido após impostos cifrou-se em 79.015 milhares de euros.
A situação líquida da Ocidental Vida situou-se nos 332.519 milhares de euros, ou seja um acréscimo de 16% em relação ao ano anterior, a que corresponde um ratio de solvência de 150%. |