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O exercício de 2007 traduziu em resultados o forte empenho nos vectores estratégicos da inovação e da qualidade de serviço. O volume total de prémios registou uma variação homóloga de 19%, que compara com um crescimento global do mercado de apenas 7%, crescimento esse modesto face aos registos de anos anteriores.
Destacou-se ao longo do exercício em análise o crescimento do volume de vendas de produtos Unit-linked e Capitalização, que compensaram o decréscimo das vendas dos produtos PPR, este em linha com a tendência do mercado em 2007. A extraordinária dinâmica comercial da gama de produtos financeiros resultou do esforço continuado de inovação, com o lançamento de 12 novos produtos, e do excepcional empenho do Millennium bcp na consecução dos objectivos comerciais.
A variação homóloga de 64% no volume de prémios de produtos Unit-linked assentou na inovação e alargamento da oferta e na melhoria do time-to-market de desenvolvimento de produtos, tendo sido disponibilizada uma oferta em contínuo ao longo de todo o exercício em análise, assim como soluções de investimento tailor made para Clientes com necessidades particulares na gestão do seu património financeiro.
Em capitalização, o volume de prémios aumentou 13%. A estrela foi o novo Poupança 125, produto de taxa garantida acrescida de participação nos resultados, que permitiu após a sua introdução quase duplicar o ritmo de vendas desta linha de produtos.
Em Vida Risco (excluindo Rendas), a Ocidental Vida registou um crescimento de 8% (contra cerca de 5% do mercado), fruto de elevada taxa de penetração em venda associada, da redução da taxa de anulação e do efeito positiva das campanhas com visibilidade nas Sucursais do Millennium bcp.
No que respeita à estrutura dos prémios em 2007 verificou-se um acentuado crescimento dos produtos do tipo Unit-Linked (de 39% em 2006 para 49% em 2007), tendo os restantes ramos perdido peso comparativamente com o ano anterior. Os Planos de Poupança Reforma/Educação viram o seu peso diminuir 7 p.p.; Risco e Rendas registaram igualmente um decréscimo, devido ao menor contributo das Rendas; verificou-se ainda uma ligeira redução do peso dos outros produtos de capitalização, apesar do crescimento verificado ao nível dos prémios.
O número total de apólices em vigor ascendia em, 31 de Dezembro de 2007, a 1.451 milhares representando um acréscimo de 6,7% face às 1.359 mil em vigor em Dezembro de 2006. Verificou-se um crescimento em todos os ramos, com especial destaque para Capitalização com um crescimento de 11% e Unit-Linked com um incremento de 8%.
A margem técnica antes de imputação de custos operativos situou-se nos 156.919 milhares de euros, o que corresponde a um crescimento de 23% relativamente ao ano anterior, e a 9% dos prémios brutos emitidos. Esta evolução positiva deve-se essencialmente ao forte crescimento ocorrido ao nível dos produtos de Risco e Unit-Linked.
A evolução favorável da margem técnica aliada à redução dos custos de exploração justifica o crescimento de 22% nos resultados antes de impostos, que atingiram em
2007 os 132.970 milhares de euros (108.921 milhares de euros em 2006). O resultado líquido após impostos cifrou-se em 97.230 milhares de euros.
A situação líquida da Ocidental Vida situou-se nos 425.668 milhares de euros, ou seja um acréscimo de 28% em relação ao ano anterior, a que corresponde um rácio de solvência de 152%.
O Embedded Value registou uma evolução positiva de 14,7%, face a 2006, situando-se nos 936.934 milhares de euros. Este indicador fornece uma estimativa do valor dos accionistas numa operação do ramo vida, excluindo o valor que poderá vir a ser gerado pela produção nova futura, sendo igual à soma da situação líquida com o valor da carteira em vigor. Na determinação do seu valor, foram não só aplicados os princípios estabelecidos ao nível do Grupo Fortis, mas também os European Embedded Value (EEV) Principles, ou seja, os cálculos contemplam o custo associado às opções e garantias (CFOG) existentes ao nível da carteira em vigor.
As agências de rating internacionais Standard & Poors (S&P) e Fitch Ratings confirmaram a notação de rating de "A+", notação suportada pelo forte posicionamento concorrencial do Grupo no mercado segurador Português, assim como pelos elevados níveis de rentabilidade e forte solidez financeira. |