09-Set-2010 14:17 Contactos|Login 
210 042 490
 
»Informação Financeira>Resultados>Ano 2008>Médis
Médis

No decurso do exercício de 2008, a Médis prosseguiu o cumprimento dos objectivos estratégicos de incremento da  rentabilidade do negócio, por via do crescimento do número de pessoas seguras e da garantia da representatividade junto da sua rede de prestadores.
 
No que respeita ao cumprimento de cada um dos objectivos estratégicos enunciados após a venda de uma parte da carteira em 2005, os resultados do exercício em análise podem ser considerados bastante positivos:
 
- Número de Pessoas Seguras: a Médis alcançou no final do exercício cerca de 390 mil pessoas seguras sob gestão, das quais perto de 133 mil decorrentes da diversificação de canais de distribuição, consubstanciada na disponibilização de oferta não intermediada a clientes Empresa de média/grande dimensão, e oferta intermediada através dos maiores e mais prestigiados brokers a operar em Portugal. Através do canal Millennium bcp, a Médis atraiu aproximadamente mais 40 mil novas pessoas seguras, um crescimento de 8,1% face ao exercício anterior.

- Representatividade junto da Rede de Prestadores: a Médis continua a dispor da mais extensa, capilar e completa rede de prestadores de cuidados de saúde em Portugal, com cobertura em todo o território continental e regiões autónomas, além de acordos com 13 hospitais e clínicas em Espanha, que funcionam como integrados na rede nacional. A Médis manteve no essencial a dimensão da Rede e, na generalidade, as condições praticadas para os actos e procedimentos médicos garantidos pelas apólices.

- Rentabilidade do negócio: a Médis encerrou o exercício em análise com um resultado líquido de 3.268 milhares de euros.

Os prémios brutos emitidos atingiram em 2008 um volume de 102.657 milhares de euros, uma variação positiva de 17,1% comparativamente com o ano anterior, significativamente superior ao mercado, que cresceu cerca de 10,5% no ramo Doença. O crescimento da carteira core da Médis permitiu consolidar a segunda posição no ramo.

Por seu lado, os custos líquidos com sinistros, cifraram-se em 73.327 milhares de euros, evidenciando um acréscimo de 1,8 pontos percentuais na taxa de sinistralidade do ramo Doença face ao ano 2007, mas situando-se ainda assim bastante abaixo do mercado.
 
O resultado técnico totalizou 3.571 milhares de euros, reflectindo um acréscimo de 5,8% face ao resultado técnico do exercício anterior e um rácio de 3,5% sobre os prémios brutos emitidos. De notar, no entanto, que a variação do resultado técnico face a 2007 foi significativamente limitada pela muito acentuada redução dos proveitos financeiros técnicos, em consequência da crise financeira internacional que se instalou nos últimos meses de 2008 e obrigou à realização de menos valias na carteira da companhia. De facto, os proveitos financeiros técnicos do exercício decresceram 88,7%, situando-se nos 138 milhares de euros face aos 1.225 milhares de euros registados em 2007. Retirando o efeito dos proveitos financeiros técnicos, o resultado técnico situar-se-ia em 2008 nos 3.433 milhares de euros, um crescimento de 59,6% face a aos 2.151 milhares de euros de 2007.

Os gastos administrativos situaram-se nos 7.541 milhares de euros. Tal representa um acréscimo de 19,3% face a 2007, ano em que se efectuou uma libertação extraordinária de provisões em Despesas de Conservação que reduziu o total desse exercício em 1.125 milhares de euros. Retirando este efeito, os gastos administrativos de 2008 subiriam 1,3% face aos do exercício anterior, o que contrasta com os 2,7% da inflação registada no ano.

O rácio combinado situou-se nos 93,2%, uma melhoria de 16 pontos percentuais face a 2007, continuando a reflectir uma gestão criteriosa dos sinistros aliada a uma política de controlo rigoroso dos custos administrativos.

Apesar do bom desempenho do resultado técnico, o resultado antes de impostos da Médis decresceu face ao exercício anterior, ficando nos 4.717 milhares de euros face aos 6.290 milhares de euros de 2007.
Esta variação negativa deve-se à redução de 1.043 milhares de euros nos proveitos financeiros não técnicos, fruto da crise financeira internacional, e a um decréscimo de 725 milhares de euros no saldo dos Outros Custos e Proveitos Não Técnicos, que em 2007 beneficiaram dos efeitos da Saúde 24 e da libertação de provisões para Juros de Mora relativas a Administrações Regionais de Saúde.

O resultado líquido após impostos cifrou-se em 3.268 milhares de euros.

O activo líquido da Médis cifrou-se em 63.155 milhares de euros e o capital próprio em 30.890 milhares de euros, um crescimento de 4,7% face ao exercício anterior. A cobertura do activo pelos capitais próprios cifrou-se em 48,9%. O rácio de solvência situou-se em 175%, no entanto, tendo em conta a proposta de aplicação de resultados apresentada e, após distribuição de dividendos, este mesmo rácio situou-se em 159% em 2008.

Marcas do Grupo
 
 
 
 
Copyright © Millenniumbcp Ageas Grupo Segurador www.millenniumbcp.pt|www.ageas.com|www.medis.pt|www.pensoesgere.pt