08-Set-2010 20:34 Contactos|Login 
210 042 490
 
»Informação Financeira>Resultados>Ano 2008>Ocidental Seguros
Ocidental Seguros

No exercício de 2008, a Ocidental Seguros conseguiu aumentar o volume de prémios de seguro directo, ultrapassando o desempenho do mercado: a receita total cresceu 7,1%, que compara com uma variação negativa do mercado de 1,3%.

Em produtos de Venda Activa, o foco nos pilares estratégicos de inovação de produto-mercado e da distribuição multi-canal continuou a produzir resultados bem visíveis. O número de campanhas com objectivos comerciais no Millennium bcp foi um importante motor para o crescimento do negócio em venda activa: o ano de 2008 registou três vezes mais campanhas do que 2007.

A taxa global de anulação aumentou ligeiramente, devido ao ambiente económico recessivo (menor rendimento disponível).

As vendas activas de Acidentes Pessoais cresceram 50%, em termos de número de contratos, devido às melhorias da oferta de produto, e impulsionadas pelo dinamismo comercial do Banco, com bons resultados nas campanhas comerciais. O prémio médio cresceu 32%.

O Ramo Saúde cresceu muito acima do mercado em prémios de seguro directo (13%, comparado com os 9% do mercado), com múltiplos canais de distribuição e a força da marca Médis contribuindo positivamente para este resultado.

No que respeita à Venda Associada a produtos bancários, as taxas de penetração, já ao nível das melhores práticas europeias, conseguiram registar um crescimento sustentado, compensando parcialmente o decréscimo de volume dos produtos bancários (especialmente crédito habitação), aumento de pricing e ambiente económico recessivo.

Apesar do abrandamento de volume, os indicadores de negócio foram muito positivos: o prémio médio de produtos de protecção ao crédito cresceu 6%, como consequência directa do aumento dos montantes financiados e da duração dos contratos de crédito pessoal, e as taxas de penetração mantiveram-se ao nível das melhores práticas europeias, com processos alinhados e foco comercial que levaram a uma subida de 0,6% para 82,3% em Multiriscos.

Alargar o modelo bancassurance para clientes individuais já tinha provado não ser suficiente para atingir os ambiciosos objectivos da Millenniumbcp Fortis. A melhor alternativa para expandir o negócio em Não Vida foi desenvolver um novo canal de distribuição, direccionado para novos segmentos, evitando assim uma sobreposição de clientes e custos redundantes.

Um canal de Agentes e Corretores que abordasse o mercado Não Vida de Clientes Empresa foi a forma encontrada para incrementar o volume de prémios e resultados a médio prazo. Os primeiros resultados apareceram ao longo de 2008, com os volumes de prémios a chegarem perto dos 7,8 milhões de euros, maioritariamente concentrados na Saúde (6,5 milhões de euros). O potencial deste novo canal é elevado, bem como a ambição comercial, com um portal de serviço disponível a partir de 2009 e com os Agentes e Corretores a ficarem mais firmemente ligados à Companhia.

Melhorar o serviço para atingir uma operativa de excelência foi uma das metas estratégicas de 2008. Como consequência de um alinhamento melhorado entre front & back office, do estabelecimento de níveis de serviço ainda mais ambiciosos, os níveis de satisfação dos Clientes internos e finais não inflectiram a tendência crescente. O efeito combinado de níveis de serviço atingidos pelo Centro de Contactos e o crescente empenho da estrutura comercial da Companhia em apoiar o esforço de vendas do Banco colocou os níveis de satisfação internos num nível histórico.

O volume de prémios de seguro directo atingiu 178.408 milhares de euros, valor que compara favoravelmente com os 166.605 milhares de euros do exercício anterior. Daqui resulta um crescimento absoluto de 7,1% para o período, quando o mercado apresentou um decréscimo na ordem dos 1,3%.

A sinistralidade, entendida como o rácio entre as indemnizações, antes de custos imputados, e os respectivos prémios adquiridos, fixou-se nos 49,8%, valor superior ao verificado em 2007 de 46,0% mas bastante abaixo do mercado, reflectindo a rigorosa política de subscrição prosseguida em 2008.

No prosseguimento da política de resseguro da companhia, o custo líquido do resseguro, medido pelos prémios de resseguro cedido, deduzidos das respectivas comissões, diminuiu para 62,3% da receita processada de prémios neste exercício, face aos 62,8% de 2007.

Em 2008, apesar do aumento da receita processada, da diminuição do custo do resseguro e do bom desempenho a nível de sinistralidade, o resultado técnico decresceu 4,7%, situando-se nos 17.326 milhares de euros, o que corresponde a 9,7% dos prémios brutos emitidos. Tal deve-se à muito acentuada redução dos proveitos financeiros técnicos, em consequência da crise financeira internacional que se instalou nos últimos meses de 2008 e obrigou à realização de menos valias na carteira da companhia. Assim, os proveitos financeiros técnicos do exercício decresceram 581,7% situando-se num custo de 2.417 milhares de euros face ao proveito de 502 milhares de euros registado em 2007. Retirando o efeito dos proveitos financeiros técnicos, o resultado técnico situar-se-ia em 2008 nos 19.743 milhares de euros, um crescimento de 11,7% face a aos 17.682 milhares de euros de 2007.

Apesar da inflação de 2,7% registada em 2008, os gastos administrativos diminuíram 4,8%, registando 15.979 milhares de euros, o que corresponde a 8,9% dos prémios brutos emitidos face aos 10,1% em 2007.

O rácio combinado situou-se nos 71,8%, reflectindo, deste modo, a gestão criteriosa dos sinistros aliada a uma política de controlo rigoroso dos custos administrativos.

A conjugação da evolução da margem técnica e dos custos de exploração, bem como a redução da provisão para créditos de cobrança duvidosa no exercício, originaram que os resultados antes de impostos se situassem nos 20.707 milhares de euros, 11,6% da receita processada e 1.580 milhares de euros acima do valor de 2007. O resultado líquido após impostos cifrou-se em 14.440 milhares de euros.

O activo líquido da Ocidental Seguros cifrou-se em 252.127 milhares de euros e o capital próprio em 36.532 milhares de euros, um crescimento de 24,7% face ao exercício anterior. A cobertura do activo pelos capitais próprios cifrou-se em 14,5%. O rácio de solvência situou-se em 234%, no entanto, tendo em conta a proposta de aplicação de resultados apresentada e, após distribuição de dividendos, este mesmo rácio situou-se em 175% em 2008.

 

Marcas do Grupo
 
 
 
 
Copyright © Millenniumbcp Ageas Grupo Segurador www.millenniumbcp.pt|www.ageas.com|www.medis.pt|www.pensoesgere.pt