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Ocidental Vida

Mesmo num enquadramento económico negativo, a Ocidental Vida conseguiu aumentar o volume de prémios, ultrapassando o desempenho do mercado. A receita total (incluindo produtos Unit-Linked) cresceu 29%, que compara com os 17% de crescimento do mercado.

O ano de 2008 foi marcado por volumes históricos em produtos de investimento, uma linha de negócio onde a Millenniumbcp Fortis tem uma oferta vasta e equilibrada. A Companhia, com base nas suas reconhecidas capacidades de inovação, tem vindo a apresentar soluções de produto que se adequam permanentemente às condições de mercado.

Novamente sem campanhas de visibilidade nos media ou nas Sucursais do Millennium bcp, os produtos de Unit-Linked demonstraram um dinamismo comercial notável. Esta linha de negócio atingiu o maior registo de vendas de sempre, com um volume de 1.235 milhões de euros, e um aumento de 44% em relação a 2007. Os factores chave de sucesso foram a inovação de produto/mercado, a abordagem segmentada, a competitividade de produto assegurada pelas melhores condições disponíveis (sempre com uma margem sustentada), a entrega nas vendas (com o compromisso Banco/Seguradora em objectivos comerciais) e, este ano novamente, retenção da carteira.

Efectivamente, durante o exercício em análise, foram lançados diversos novos produtos, com a Companhia a oferecer uma ampla gama de soluções, adaptáveis ao perfil de risco e às expectativas de retorno de todos os segmentos de Clientes do Millennium bcp, incluindo no Private Banking. Beneficiando de um time-to-market de novos produtos de apenas 3 dias, desde a ideia inicial até à comercialização, a Companhia conseguiu assegurar um fornecimento contínuo de soluções, adequadas às condições do mercado ao longo de todo o ano e oferecendo séries especiais e soluções de investimento à medida de clientes com necessidades específicas.

No que respeita aos produtos PPR, o crescimento relativamente a 2007 foi de 108%, com a Companhia a registar o melhor ano de sempre, mais que duplicando o crescimento de mercado (44%). A evolução de volume do PPR derivou de uma concentração permanente em entregar resultados ao longo de todo o ano, de um crescimento de 20% nos prémios regulares e do extraordinário sucesso do SEI – Solução Especial Investimento, especialmente concebido para as necessidades de um segmento específico de clientes, conseguindo um volume por si só de 220 milhões de euros.

A atractividade da oferta do produto de Unit Linked e PPR também se reflectiu na taxa de reinvestimento, com 6 em cada 10 clientes a escolherem produtos da Companhia, a maioria deles após 8 anos de permanência, para investir por igual período.

O desempenho dos produtos PPR e Unit-Linked compensou o abrandamento nos volumes de Capitalização, com um decréscimo de 39% relativamente ao último ano, apesar da amplitude da oferta, com produtos estrela como o Poupança 125 & Poupança 115 (8 e 5 anos de prazo, respectivamente), tendo a sua própria atractividade comercial sido ensombrada pelos produtos Unit-Linked. O recém lançado Jovem Aforro, um produto direccionado para poupanças regulares garantindo as futuras necessidades dos filhos ou netos dos Clientes, veio mudar o perfil desta linha de negócio, aumentando os prémios regulares em 30%.

Nos produtos de investimento, a penetração nos fundos dos Clientes aumentou 1,2pp, de 25,1% para 26,3%.

No que respeita a produtos de Risco de Venda Associada, as taxas de penetração, já ao nível das melhores práticas europeias, conseguiram registar um crescimento sustentado, compensando parcialmente o decréscimo de volume dos produtos bancários (especialmente crédito habitação), afectados pelas restrições ao crédito, aumento de pricing e ambiente económico recessivo.

Apesar do abrandamento de volume, os indicadores de negócio foram muito positivos: o prémio médio cresceu como consequência directa do aumento dos montantes financiados no Crédito Habitação assim como da duração dos contratos de crédito pessoal, e as taxas de penetração mantiveram-se ao nível das melhores práticas europeias, com processos alinhados e foco comercial que levaram a uma subida de 0,2pp para 99% em Vida Crédito Pessoal, e de 90,9% em Vida Crédito habitação (+1,8pp).

Em produtos de Venda Activa, o foco nos pilares estratégicos de inovação de produto-mercado e da distribuição multi-canal continuou a produzir resultados bem visíveis. A venda activa de Vida Risco aumentou 40% e o prémio médio 3%.
 
No que respeita à estrutura dos prémios em 2008 verificaram-se crescimentos nos produtos do tipo Unit-Linked (de 49% em 2007 para 55% em 2008) e em PPR´s (de 14% em 2007 para 23% em 2008), tendo os restantes ramos perdido peso comparativamente com o ano anterior. Apesar do forte crescimento das vendas de produtos Unit-Linked, o elevado volume de vencimentos ocorrido em 2008 evitou um crescimento significativo das apólices em vigor do ramo.

O número total de apólices em vigor ascendia em, 31 de Dezembro de 2008, a 1.504 milhares representando um acréscimo de 3,7% face às 1.451 mil em vigor em Dezembro de 2007. Verificou-se um crescimento em todos os ramos, com especial destaque para Capitalização com um crescimento de 11% e PPR com um incremento de 6%.

O resultado técnico do ramo Vida situou-se em 2008 nos 38.840 milhares de euros, fortemente penalizada pelo impacto negativo das perdas decorrentes da crise financeira. Excluindo este efeito, o resultado técnico teria atingido 163.729 milhões de euros, o que representa um crescimento de 31% face ao período homólogo de 2007.

Tal como referido anteriormente, a crise que se fez sentir nos mercados financeiros, em especial na segunda metade do ano, condicionou fortemente a componente financeira do negócio, reflectindo-se negativamente na evolução dos resultados.

O maior contributo relativo para o resultado da companhia continua a ser proporcionado pelos produtos de Risco, cuja rentabilidade se baseia em políticas e práticas de subscrição rigorosas e uma superior capacidade de controlo de custos.

Apesar da conjuntura económica é ainda de destacar o contributo fortemente positivo para o resultado registado pelos produtos Unit-Linked com um crescimento de 34% face a 2007.

A obtenção de um rácio de despesas de 0,85%, aliado a um crescimento significativo da margem técnica, se excluirmos o impacto extraordinário da função financeira, revelam a gestão criteriosa e adequada que permitiu minimizar os efeitos adversos dos mercados de capitais.

Os custos e gastos por natureza a imputar, por seu lado, atingiram os 43.318 milhares de euro, evidenciando um aumento de 24% face ao período homólogo, explicado sobretudo pelo acréscimo de despesas financeiras associadas ao forte crescimento da margem dos produtos Unit-Linked.

A evolução desfavorável da margem financeira justifica o decréscimo de 62% nos resultados antes de impostos, que atingiram em 2008 os 51.286 milhares de euros (134.971 milhares de euros em 2007). O resultado líquido após impostos cifrou-se em 37.958 milhares de euros.

Ao nível da situação patrimonial é de referir que o activo líquido atingiu os 10.633.287 milhares de euros, o que resulta num acréscimo de 6% em relação ao ano anterior.

A situação líquida da Ocidental Vida situou-se nos 424.043 milhares de euros, ou seja um acréscimo de 20% em relação ao ano anterior, a que corresponde um rácio de solvência de 191,7%.

 

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