Em 2009 o mercado segurador registou um decréscimo de 5,0% no volume de prémios de seguro directo e contratos de investimento, face a 2008, o qual foi de 4,4% no ramo Não Vida, fruto do clima de contracção económica que caracterizou o ano e respectivos reflexos negativos nos rendimentos das famílias e resultados das empresas.
Médis prosseguiu em 2009 o objectivo estratégico de crescer sustentadamente em número de pessoas seguras assegurando a rentabilidade do negócio. Em simultâneo cimentou a sua representatividade junto da rede de prestadores, fechando acordos com os novos players que surgiram no mercado, garantindo a dimensão e qualidade da sua rede de prestadores - uma mais-valia determinante junto do mercado.
Cumprido o exercício, a Médis readquiriu o volume de pessoas seguras a que se tinha proposto desde a venda de parte da carteira em 2005, sendo de realçar:
- Um crescimento de 16,7% dos Seguros Médis da Millenniumbcp Fortis (o ramo doença na globalidade cresceu 3,5%), que ganhou 1,4pp de quota de mercado e encurtou a distância para o líder de mercado que perdeu 1,5 pp;
- 430.000 pessoas seguras sob gestão no final do exercício, sendo já visível o peso dos novos canais de distribuição – por exemplo, a Rede de mediação Agentes & Corretores, especialmente dedicada ao sector das PME´s, representa já 11% do portfolio de pessoas seguras (49.109 pessoas seguras). O Millennium bcp continua a ser o canal mais representativo, atraindo cerca de 47.000 novas pessoas seguras;
- O enfoque na rentabilidade do negócio, tendo encerrado o exercício em análise com um resultado líquido de 1,3 milhões de euros;
- a Médis continua a dispor da mais extensa, capilar e completa rede de prestadores de cuidados de saúde em Portugal, com cobertura em todo o território continental e regiões autónomas, além de ter acordos com hospitais e clínicas em Espanha, que funcionam como integrados na rede nacional;
- A aposta num serviço de excelência – as conclusões do estudo da marca, solicitado pela Médis à Nielsen Company e que abrangeu o mercado potencial, os Clientes e ex-Clientes, os Distribuidores e os Prestadores de Cuidados de Saúde, indicou que a Médis é a líder percebida do mercado, com índices de satisfação e de recomendação de excelência, provenientes de todos stakeholders.
Os prémios brutos emitidos atingiram em 2009 um volume de 119.778 milhares de euros, uma variação positiva de 16,7% comparativamente com o ano anterior, significativamente superior ao mercado, que cresceu cerca de 3,8% no ramo Doença. O crescimento da carteira core da Médis permitiu consolidar a segunda posição no ramo.
Por seu lado, os custos líquidos com sinistros, cifraram-se em 90.202 milhares de euros, um crescimento de 23,0% face ao ano anterior e evidenciando um acréscimo de 4,2 pontos percentuais na taxa de sinistralidade face ao ano 2008, situando-se em 75,9% ainda assim bastante abaixo do mercado.
O resultado técnico totalizou 1.756 milhares de euros, uma diminuição de 1.815 milhares de euros face ao exercício anterior e um rácio de 1,5% sobre os prémios brutos emitidos. O principal factor para a diminuição do resultado técnico foi o facto de as indemnizações líquidas de resseguro cresceram 16.874 milhares de euros, enquanto que os prémios líquidos adquiridos cresceram 16.403 milhares de euros.
Os gastos administrativos situaram-se nos 7.732 milhares de euros. Tal representa um acréscimo de 2,5% face a 2008.
Face à deterioração do resultado técnico e ao ligeiro crescimento dos custos administrativos, o resultado antes de impostos da Médis decresceu face ao exercício anterior, ficando nos 2.001 milhares de euros.
O resultado líquido após impostos cifrou-se em 1.282 milhares de euros.
O rácio combinado situou-se nos 94,9%, uma deterioração de 1,7 pontos percentuais face a 2008, como resultado do crescimento da taxa de sinistralidade bruta.
O activo líquido da Médis cifrou-se em 66.136 milhares de euros e o capital próprio em 29.993 milhares de euros, uma taxa de crescimento negativa de 2,9% face ao exercício anterior, explicada essencialmente por uma diminuição nos Resultados Líquidos. A cobertura do activo pelos capitais próprios cifrou-se em 45,4%. O rácio de solvência situou-se em 148%, no entanto, em 2009 não será efectuada distribuição de dividendos, reforçando-se os capitais próprios da companhia para os desafios futuros.